SUJEITO

            Numa oração, o sujeito é o termo do qual se declara algo:

                        “Eu entendi a referência.”
                        Sujeito: Eu. (Declaro algo sobre “eu”: que entendi a referência)

            Uma dica: normalmente o sujeito é encontrado perguntando-se “quem?” ao verbo. No exemplo acima, bastaríamos perguntar: quem entendeu a referência?


CLASSIFICAÇÃO

I. Simples: sujeito simples é aquele constituído de apenas um núcleo (normalmente um substantivo ou pronome substantivo). Existem inúmeras situações nas quais podemos encontrar um sujeito simples.

            a) Com substantivos:

                        Gotham precisa de mim.
                        Pergunta: quem precisa de mim?
                        Resposta: Gotham (sujeito)

            b) Com pronomes de modo geral (incluindo indefinidos):

                        Alguém pare o Coringa!
                        Pergunta: quem pare o Coringa?
                        Resposta: Alguém (sujeito)

            Nota: não seria correto classificar este exemplo como sujeito indeterminado por não sabermos quem seria este “alguém”, mas sim como sujeito simples, já que a palavra em si está presente no texto.

            c) Com frases na voz passiva pronominal:

                        Contrata-se capangas.
           
            Este caso é mais interessante: já que temos um verbo transitivo direto e estamos usando a palavra se (indicando alguém), o que parece ser o objeto direto é, na verdade, o próprio sujeito. Aqui, basta invertermos e então realizarmos a pergunta: capangas são contratados.

                        Pergunta: quem está sendo contratado?
                        Resposta: Capangas (sujeito)

            d) Com pronome pessoal subentendido:

                        Estávamos brincando.
                        Pergunta: quem estava brincando?
                        Resposta: Nós (subentendido)

II. Composto: Formado por mais de um núcleo.

                        “Estávamos brincando, Kiko e eu.” (Roberto Bolaños)
                        Pergunta: quem estava brincando?
                        Resposta: Kiko (primeiro sujeito)
                        Resposta: Eu (segundo sujeito)


            Perceba como está sendo dito algo sobre duas pessoas diferentes: uma delas é o Kiko e a outra (expressada com o e, que dá sentido de adição) sou eu (que no caso era o Chaves, mas vocês entenderam). Aqui, ocorre mais um caso em que se pode inverter os componentes da frase para um melhor entendimento sem comprometer a análise: Kiko e eu estávamos brincando.

III. Indeterminado: ocorre quando o sujeito existe, mas não sabemos qual é. Podemos observá-lo em duas situações.

            a) Com índice de indeterminação do sujeito se:

                        Precisa-se de elfos.
                        Quem precisa? Não há como precisar isto.

            Não confunda com o caso anterior (Contrata-se capangas), pois aqui o verbo não é transitivo direto (note a preposição de).

            b) Com verbo na terceira pessoa do plural sem fazer referência a um sujeito expresso no contexto:

                        Disseram que Drácula estava vindo.
                        Quem disse que Drácula estava vindo? Não sabemos dizer.



IV. Oração sem sujeito: quando a oração possui apenas predicado. Vale ressaltar que sempre que uma oração não possuir sujeito, o verbo ficará na terceira pessoa do singular. Surge em alguns casos.

            a) Verbos que exprimem fenômenos naturais.

                        Choveu muito naquela manhã.
                        Nevava em Hawkins.

Fato Flash: haverá um sujeito se o verbo que exprime fenômeno natural for empregado em sentido figurado, e neste caso o verbo vai concordar com o sujeito normalmente.

                        Choviam estrelas ao nosso redor.
                        Sujeito: estrelas
                        Predicado: choviam
                        Predicado: ao nosso redor

            b) Verbos ser, estar, fazer, ir, ficar, parecer e continuar como indicação de tempo, tempo decorrido ou clima.

                        É tarde demais.
                        Está calor aqui em Mordor.
                        Pareceu uma eternidade.
                        Ontem fez trinta e sete graus no Rio de Janeiro.

c) Verbo haver no sentido de existir.

            muitas moradas na casa de meu pai. (Jesus Cristo)

d) Outros verbos impessoais não citados, como ter, passar, bastar, chegar, tratar... lembrando que verbos impessoais (com exceção do verbo ser) ficam sempre na terceira pessoa do singular.

            Trata-se de um assunto pessoal.
            Chega de mentiras, de negar o meu desejo! (Chitãozinho e Xororó)
                        Basta! Você não sabe o que é “basta”? (Roberto Bolaños)


Nenhum comentário:

Postar um comentário